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09 junho 2018

Pavilhão das Artes do RioCentro

Uma monumentalização da geometria urbana por Mario Bands

No coração de um dos maiores centros de convenções da América Latina, a obra de Mario Bands se impõe como narrativa visual e arquitetônica, traduzindo a experiência urbana em superfícies geométricas que respiram cor, ritmo e profundidade. Convidado a intervir no Pavilhão das Artes do Riocentro, o artista carioca não apenas compõe com o espaço — ele o reinventa.

Foto: Dhani Borges



Sua pintura mural, de proporções monumentais, tensiona a brutalidade da estrutura com uma linguagem plástica que desafia a lógica do concreto: é o gesto gráfico que humaniza o aço. Ao lado de nomes como Kobra, Marcelo Ment e Rafa Mon, Mario Bands constrói um território de fricção entre o rigor matemático da forma e a espontaneidade da rua — lugar onde sua trajetória começou.

A intervenção no Riocentro revela o domínio técnico do artista sobre a perspectiva, luz e sombra, criando ilusão de volume em um ambiente que convida ao deslocamento constante. Nesse jogo ótico, o espectador é parte ativa: a obra não está apenas no muro, mas na experiência vivida dentro do espaço.

Mais que uma obra de arte, é um ensaio visual sobre o espaço público e a arquitetura como tela expandida.

Uma peça que reafirma Mario Bands como cronista da cidade – não com palavras, mas com camadas de cor e estruturas que falam.









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